RIO BRANCO - O presidente Lula esteve nesta sexta-feira em Rio Branco para lançar o programa de habitação Minha Casa, Minha Vida. Acompanhado dos ministros Márcio Fortes (Cidades) e Franklin Martins (Secretaria de Comunicação), Lula enalteceu o modelo de desenvolvimento econômico do seu governo, que contemplaria todas as regiões brasileiras.

No seu pronunciamento, Lula evitou falar de política. Citou apenas uma vez a presidenciável ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), ainda assim num contexto técnico.

Com a saída, esta semana, da senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (sem partido-AC) do PT, havia expectativa de que o assunto seria comentado por Lula. Mas o presidente preferiu valorizar a política econômica de seu governo.

"Aqui não falta mais dinheiro do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do BNDES. Antes dinheiro tinha, mas só servia para engordar o cofre de poucos, como se fosse do Tio Patinhas. Dinheiro é para gerar riqueza nesse País, para gerar crédito e investimento", destacou.

Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula lança programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" no Acre

Lula pregou o desenvolvimento igualitário de todas as regiões do Brasil e disse que seu maior orgulho foi se livrar do FMI. "Passei 30 anos carregando faixa 'Fora FMI', mas quando cheguei na Presidência da Republica falei para o (então ministro da Fazenda Antonio) Palocci que um dos meus sonhos é poder falar para o FMI tchau e benção".

"Mas orgulho mesmo eu senti o mês passado quando a gente emprestou 10 bilhões de dólares para eles. Emprestamos porque o Brasil fez a proposta de que era preciso emprestar dinheiro para os países mais pobres, junto com a China e a Índia", completou.

Também presente no evento, o senador Tião Viana (PT-AC) preferiu exaltar as realizações de inclusão social do governo. Referindo-se a Lula como o "Filho do Brasil", ele afirmou que "graças a essa política assistimos à redução das desigualdades, com o benefício de milhões de pessoas. É um governo que trouxe o coração à frente".

Senado

O ministro Franklin Martins não se furou de falar de temas preocupantes para o PT e o governo no Congresso. Ao comentar o recuo do líder do PT no Senado, Aloisio Mercadante (SP), ele afirmou que "quem é líder partidário tem que estar preparado para tarefas desagradáveis".

Em relação à saída do senador Flavio Arns (PR) do PT, Martins ironizou: "é impressionante que ele um dia tenha entrado no PT".

No sábado de manhã, Lula segue para a Bolívia, onde se encontra com o presidente Evo Morales e uma federação de camponeses bolivianos próximos a Cochabamba.

Políticos acreanos pediram que o presidente Lula intervenha a favor de agricultores brasileiros que estão sendo expulsos da fronteira do Acre com a Bolívia.

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