A revitalização da área portuária do Rio de Janeiro recebeu um pacote de R$ 392 milhões, somando recursos públicos e privados, para a primeira fase do conjunto de obras, lançado hoje, em solenidade com a presença de diversas autoridades, inclusive o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Amplo, o conjunto de medidas deve transformar a área portuária do Rio de Janeiro em uma região turística, e também prevê a construção de habitações na região e a criação de um novo acesso rodoviário para o terminal de contêineres do porto, a partir da Avenida Brasil.

Lula defendeu a parceria com a iniciativa privada no projeto. "Às vezes, a gente não tem muita escolha. Ou faz concessão para quem tem dinheiro e vai investir, ou o porto vai ficar aí parado", declarou. O presidente ressaltou o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como financiador do projeto, em que entram também vários outros órgãos do governo e a Caixa Econômica Federal.

Sem citar nomes, o presidente queixou-se de governantes anteriores que não conservaram a região portuária: "Isso é economia ou burrice?". O presidente também citou o papel que o Rio de Janeiro tem na imagem do País. "Quando você fala do Brasil lá fora, lembram do Rio", disse. Para Lula, a violência na cidade "é uma coisa menor". Lula também criticou os que acham que só os turistas vão gostar do embelezamento da cidade. "Não. Quem gosta de beleza é o pobre."

Para o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), o conjunto de obras "vai ser importante para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas". O ministro da Secretaria de Portos, Pedro Brito, destacou que o conjunto de obras "vai além de ser um mero atrativo turístico para a cidade do Rio de Janeiro". De acordo com ele, a atividade portuária vai melhorar com as obras. Brito ressaltou a importância dos acessos por terra ao porto, como o que será criado para os transportes rodoviários.

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