O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou hoje, em Alta Floresta (MT), um programa de regularização de terras na Amazônia, com o objetivo de combater o desmatamento. O plano prevê a regularização de terras em 120 dias para oferecer às famílias assistência técnica do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).

Anteriormente, o prazo de regularização era de cinco anos.

Lula anunciou ainda que vai convocar os prefeitos e governadores da região da Amazônia, nos dias 15 e 16 de julho, para fazer um grande pacto sobre a participação de cada um no combate às queimadas. A preocupação do presidente é com o risco de retaliação de países europeus de boicotarem produtos brasileiros, por conta da emissão de CO2, provocado por queimadas.

Sob sol escaldante, Lula reafirmou que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é candidata à presidência da República e, em tom de brincadeira, disse que os ministros que o acompanhavam em Mato Grosso deveriam ter ido para Rondônia, onde Dilma lançou o programa de combate ao desmatamento, porque o mandato dele já está acabando. Com relação ao terceiro mandado, Lula considera o assunto encerrado, com o parecer contrário do relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado José Genoino (PT-SP).

Em entrevista depois da cerimônia, o presidente disse que tem tempo para sancionar a MP 458, que trata da legalização das terras da Amazônia, e que as ONGs não falam a verdade quando afirmam que essa MP vai permitir a grilagem de terras. Segundo o presidente, pelo contrário, o que a MP faz é justamente impedir a grilagem.

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