Lula irá interferir para articular composição da CPI da Petrobras

BRASÍLIA ¿ O ministro de Relações Institucionais da Presidência, José Múcio Monteiro, afirmou nesta segunda-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá conversar diretamente com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) e com o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL) para discutir a composição ¿ presidência e relatoria ¿ da CPI da Petrobras.

Carollina Andrade, repórter em Brasília |

Os quadros para formação da CPI da Petrobras já estão praticamente montados. O presidente Lula, no entanto, decidiu conversar com alguns parlamentares para decidir esta questão de presidência e relatoria, destacou o ministro. De acordo com Múcio, a expectativa de instalação da CPI é para esta quarta-feira .

Ao ser questionado se a interferência direta do presidente na composição da CPI seria uma forma de colocar panos quentes, o ministro negou. Não precisa colocar panos quentes. Não há necessidade de panos quentes porque não tem nenhum movimento nisso. O que se está discutindo é apenas quem vai participar. É uma CPI importantíssima. A um ano das próximas eleições nós não vamos conseguir fugir de ter um tom político. Isso é do próprio sentimento da Casa, seja lá de que lado for, acrescentou. 

Múcio negou ainda que a articulação direta do presidente seja uma forma de evitar a pirotecnia por parte dos senadores. Não é o presidente quem vai evitar a pirotecnia. Acho que o bom senso vai evitar, dos dois lados. Acho que a própria oposição, que fez questão de instalar a CPI, não tem interesse em pirotecnia. Acho que algumas coisas vão ser esclarecidas e o esclarecimento interessa também ao governo, completou. 

A definição da CPI tem provocado atritos entre PT e PMDB. Na última terça-feira, a sessão para instalação da CPI teve de ser adiada porque a base aliada não deu quórum para a sessão. A proposta de adiamento foi feita em plenário pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). Na ocasião, Jucá argumentou que seria melhor marcar a sessão para a próxima semana para dar tempo de governo e oposição debaterem até lá a questão da CPI das ONGs.

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