RIO DE JANEIRO - A estação de metrô na Praça General Osório, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, será inaugurada nesta segunda-feira. A obra, que recebeu investimentos de R$ 420 milhões do governo do Estado e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), deverá beneficiar 80 mil pessoas.

O elevador de 75 metros que ligará o metrô ao alto do Morro do Cantagalo, no entanto, só deverá ser inaugurado em abril de 2010. O elevador é uma das intervenções urbanísticas prometidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nas favelas do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho.

A inauguração do metrô de Ipanema, que compõe a Linha 1 do Rio de Janeiro, contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

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Metrô chega pela primeira vez à Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro

Além da inauguração da estação, o presidente e a ministra vão aproveitar a visita ao Rio de Janeiro para entregar, na terça-feira (22), obras do PAC nos complexos de favelas do Alemão e de Manguinhos, na zona norte da cidade.

No Alemão, será inaugurado um conjunto residencial com 192 apartamentos para moradores da favela, a um custo de R$ 10,2 milhões. Em Manguinhos, o presidente inaugurará centros de geração de renda, de apoio jurídico e de referência à juventude, além de uma biblioteca. Também serão entregues 416 apartamentos.

Segundo o vice-governador do estado e secretário estadual de Obras, Luiz Fernando Pezão, as intervenções urbanísticas nas favelas mostram que o estado está presente nessas áreas. Isso mostra que é possível entrar nesses locais. Isso era um grande tabu que existia dentro da cidade do Rio de Janeiro, que essas comunidades eram inacessíveis, que precisaria de colete à prova de balas, disse.

Apesar das obras entre as quatro áreas de favelas que estão recebendo intervenções do PAC no Rio de Janeiro, apenas no Pavão-Pavãozinho e Cantagalo houve um trabalho policial para tentar acabar com o controle de quadrilhas armadas. Alemão, Manguinhos e Rocinha estão recebendo obras, mas continuam sendo controladas por grupos criminosos armados.

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