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Lula ganha prêmio nos EUA e destaca instituições democráticas no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma defesa da democracia existente no Brasil ao receber o prêmio Woodrow Wilson, em Nova York. O Brasil é país de instituições sólidas e democráticas, discursou.

Redação com Agência Estado |


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Lula faz discurso na ONU, em Nova York

Lula faz discurso na ONU, em Nova York

Lula ainda deu o exemplo do governo de esquerda em El Salvador para citar uma ocorrência que classificou como "responsável" - a vitória nas eleições por meio de um processo democrático.

O presidente diz que nunca teve problema para aprovar nada que fosse importante no Congresso brasileiro. Na América do Sul, Lula citou como conquistas a "construção da Unasul, a construção do conselho de defesa sul-americana e o combate ao narcotráfico na Unasul". A região, afirmou, é "pacifica, tranquila e democrática".

Lula diz não ter dúvida de que brasileiros e americanos precisam "cooperar para que possamos garantir que a democracia seja consolidada. Por isso é que Brasil e EUA repudiaram o que aconteceu em Honduras. Nos não podemos aceitar mais golpe militar", afirmou o brasileiro.

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Lula ganha prêmio Woodrow Wilson
Lula ganha prêmio Woodrow Wilson
Lula destacou ainda as conquistas da estabilidade econômica, com controle da inflação no País. "O Delfim (Neto) dizia que era preciso deixar o bolo crescer para depois distribuir. O bolo cresceu e outros comeram, eu dizia", discursou, salientando que se tornou amigo do ex-ministro. O País começou a fazer transferência de renda e, com isso, "os mais pobres se transformaram em consumidores potenciais", afirmou Lula, em solenidade no Waldorf Astoria.

O presidente classificou a estabilidade econômica brasileira como a conquista fundamental do País. Ele relembrou quando viveu períodos de inflação de 80%. "Marisa e eu íamos ao mercado e comprávamos lata de óleo para guardar. Nosso investimento era lata de óleo. Era comprar coisas que iam debaixo da pia, pois nosso salário não valia nada."

"Nunca mais o Brasil vai voltar aos tempos de desmandos em que a inflação corroía o poder aquisitivo dos mais pobres", garantiu. Segundo o presidente, há 25 anos que o Brasil não tinha investimento em infraestrutura. "O País não estava habituado ao dinamismo do crescimento. Pessoas não acreditavam que o Brasil pudesse dar salto de qualidade. Conseguimos fazer o que para alguns parecia impossível." O País irá criar este ano mais de um milhão de novos empregos, estimou.

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