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Lula: França precisa assumir seu lado sul-americano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a França precisa assumir seu lado sul-americano e latino-americano e melhorar a atuação política na região, aproveitando o fato de que possui uma parte de seu território na região. A Guiana Francesa, território de 86.

Agência Estado |

504 quilômetros quadrados que faz fronteira ao Leste e ao Sul com o Brasil, é um departamento ultramarino da França. Com esse convite, o presidente conclamou os franceses a terem uma atuação mais forte nos rumos da região, que já envolve a participação de nove países: Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela.

A Amazônia é estratégica para o Brasil, que já se comprometeu em reduzir em 80% o desmatamento da região, medida que cortaria as emissões pelo Brasil de gases geradores do efeito estufa em 20%. O compromisso é um dos que devem ser apresentados pelo País na Convenção do Clima, em Copenhague, na Dinamarca, no início de dezembro.

Em discurso durante o Encontro Inovação França-Brasil, que encerrou as atividades do ano da França no País, na capital paulista, Lula afirmou que a nação europeia tem autoridade para discutir os rumos da exploração da floresta amazônica. "Eu tenho feito uma provocação aos nossos companheiros franceses. A França não soube dimensionar e tirar proveito do fato de ser o único País europeu com fronteira na América do Sul", afirmou Lula para uma plateia formada por empresários e representantes de órgão governamentais franceses. "A França ainda não aprendeu a trabalhar politicamente de forma correta, explorando o fato de ser o único país europeu com participação na biodiversidade da Amazônia", acrescentou.

O presidente reiterou que o tema ambiental tem ganhado importância nos últimos anos. "Há 50 anos, possivelmente isso não teria nenhuma importância. Mas no século XXI, com o aquecimento global e a relevância que ganhou a manutenção das floresta do mundo, a França precisa assumir o seu lado sul-americano e latino-americano", opinou. Para o presidente, uma mudança na forma de atuação do país europeu na região será de "extraordinária grandeza" nas relações entre a América do Sul e a União Europeia. "É preciso compreender isso para que não seja apenas a ocupação de um espaço colonizado, como já foi no passado. É preciso que a França comece a dar importância para a sua parte territorial na América do Sul", ressaltou.

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