SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou adiantar nesta quarta-feira se vai vetar um patamar de reajuste dos benefícios dos aposentados que ganham acima do salário mínimo maior que o proposto ao Congresso Nacional. O governo propôs aumento de 6,14 por cento e já sinalizou que chega até 7 por cento, enquanto parte do Congresso discute um índice de até 7,7 por cento.

"Não posso dizer se vou manter ou não vou manter (o índice aprovado pelo Congresso)", disse Lula a jornalistas. "Eu vou esperar votar e quando isso chegar na minha mesa tranquilamente eu vou tomar a decisão do que fazer."

Ele afirmou que vai levar em conta as condições políticas da votação e se a Previdência suportaria o reajuste.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dito que sugeriria ao presidente o veto de um aumento superior a 6,14 por cento.

O reajuste de 6,14 por cento custaria 6,7 bilhões de reais à União. Um aumento de 7 por cento teria um impacto adicional de 1,1 bilhão de reais, enquanto um aumento de 7,7 por cento geraria despesa adicional de 1,7 bilhão de reais para o governo.

(Reportagem de Carmen Munari)

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