Lula está bem mas precisa de exames, diz médico pessoal

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está bem, após a crise de hipertensão da véspera, mas precisa passar por uma nova avaliação médica o mais rápido possível, disse nesta quinta-feira seu médico pessoal, Roberto Kalil. Eu gostaria que essa avaliação fosse feita o mais rápido possível, nos próximos dias, disse Kalil a jornalistas no aeroporto de Congonhas, após se encontrar com o presidente, que chegou de Recife.

Reuters |

Na quarta-feira, Lula, de 64 anos, cumpriu extensa agenda em Pernambuco e passou o dia sentindo-se indisposto com um incômodo no peito. Ele saiu mais cedo do jantar com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), por conta dessa indisposição.

Antes de embarcar para a Suíça, onde participaria do Fórum Econômico Mundial, o médico na comitiva de Lula, Cleber Ferreira, recomendou que o presidente realizasse alguns exames antes de entrar no avião para uma longa viagem.

A assessoria de imprensa da Presidência informou que naquele momento foi identificada pressão arterial alta, 18 por 12. Segundo fontes, a média do presidente é de 13 por 11. Lula foi levado imediatamente para o Real Hospital Português, onde passou a noite e tomou diuréticos.

Ferreira informou que todos os exames realizados por Lula tiveram resultado normal, daí a alta nesta manhã.

VIAGEM CANCELADA

De Congonhas, Lula foi para sua casa, em São Bernardo do Campo, chegando pouco antes das 12h. O presidente deve descansar nos próximos dias.

Lula não falou com jornalistas. Em Recife, no entanto, na base aérea antes de embarcar para São Paulo, chegou a acenar para os jornalistas dizendo que estava bem.

A agenda do presidente foi cancelada até o próximo domingo, cancelando a viagem que faria a Davos.

Assessores ligados a Lula afirmaram que a crise de hipertensão foi decorrente de estresse, devido ao fato de o presidente viajar muito e descansar pouco. Eles não acreditam em nenhum outro problema mais grave.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, representarão Lula no Fórum Econômico Mundial, na estação de esqui suíça de Davos, onde o presidente receberia o prêmio "Estadista Global".

(Reportagem de Carmen Munari, em São Bernardo do Campo, Alice Assunção, em São Paulo, e Natuza Nery, em Brasília; texto de Alexandre Caverni)

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