Lula elogia Congresso na aprovação de projetos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a cerimônia de sanção da lei complementar que reorganiza a Defensoria Pública no País e determina que todo presídio tem de ter um defensor público, para elogiar o Congresso Nacional e a pressa do Legislativo em aprovar propostas que são de interesse do público e do governo. A gente, muitas vezes, fala mal da Câmara, do Senado, mas eu penso que, quando eles têm projetos de interesse público, até agora o Congresso não faltou em aprovar nenhum projeto de interesse desse País, disse, citando nominalmente o trabalho dos líderes.

Agência Estado |

Em seguida, Lula escorregou em seu discurso de improviso ao comentar que, apesar de existirem muitas acusações contra os parlamentares, que, por causa delas, às vezes, são chamados de "bandidos", quando existem projetos de interesse do povo, eles aprovam rapidamente.

"É importante vocês saberem que lá dentro vocês têm mais amigos do que vocês imaginam porque, muitas vezes, a gente vê uma denúncia qualquer e já passa a julgar todo deputado como bandido, ou senador, quando, no fundo no fundo, na hora que a gente precisa, na hora que a gente se organiza, a gente percebe que as coisas acontecem", declarou Lula, que usou sua fala para fazer críticas aos advogados pelos honorários que cobram.

Experiência

O presidente chegou a narrar que, quando perdeu seu dedo mínimo esquerdo, "teve de chorar" e recorrer ao advogado do sindicato para que um outro advogado que lhe procurou e lhe propôs que entrasse com uma ação por causa do acidente não lhe tirasse 20% do dinheiro recebido com a indenização.

"Quando voltei no escritório do advogado, ele me deu um tremendo carão, uma esculhambada, mas me deu meu dinheirinho todo. Eu fiquei quieto e terminei não pagando porque eu achei que era injustiça", contou Lula, diante de risos da plateia de advogados.

Em seu discurso, Lula pediu ainda a criação de um serviço 0800 para que as pessoas saibam a quem e onde recorrer se precisarem da defensoria pública e não precisem mais cair nas mãos dos advogados que procuram as pessoas na porta da Justiça e, muitas vezes, na sua avaliação, acabam "enganando" o próprio trabalhador. "Com as defensorias, o pobre sabe que ele não vai mais ser explorado, nem julgado sem defesa", comemorou Lula, ao salientar que esse é um passo para garantir a democracia.

Em entrevista, ao final da cerimônia, o defensor público geral, Rômulo Plácido, afirmou que o maior problema da instituição é o quadro restrito de servidores. "Só existem 336 cargos de defensores ocupados e o ideal seriam pelo menos 1500", comentou ele, lembrando que, "para defender o Estado, existem mais de oito mil servidores".

As maiores demandas da defensoria pública, segundo Plácido, são em relação à Previdência, ao sistema financeiro de habitação e no sistema penal.

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