Lula elogia Arruda (DEM) durante discurso no DF

Em discurso de improviso depois de inaugurar as estações do Metrô de Ceilândia, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez questão de destacar, durante todo o tempo, que independente de partido político, o importante é que os governos trabalhem juntos. Lula se referia ao governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, que é do DEM, partido de oposição ao seu governo.

Agência Estado |

"Durante décadas e mais décadas a politicalha, os interesses menores, os interesses pessoais de determinados políticos fizeram com que o povo padecesse. Eu vou repetir. Eu me dou bem com governador do PMDB, do PT, do PSB, do ex-PFL. Para mim não tem governador de partido. Tem governador que tem compromisso de governo", afirmou Lula.

"O que está acontecendo aqui é outro jeito de fazer política e respeitar aqueles que são a razão pela qual fazemos política" disse o presidente lembrando que em outros tempos o presidente não compareceria. "Não é pelo fato de você não pertencer ao meu partido ou à minha base aliada, e eu quero dizer isso na frente de todos, não haverá nada que possa permitir que haja um milímetro de divergência entre eu e você, que impeça a gente de fazer o que tem que ser feito nesta cidade", disse Lula, dirigindo-se ao governador.

O presidente voltou a afirmar que o Brasil está vivendo um momento histórico, com a economia crescendo, o desemprego desaparecendo e o Nordeste melhorando. "E se a gente tiver juízo e responsabilidade e fazer a coisa certa, o povo só tem a ganhar", ressaltou.

Lula elogiou o fato de Arruda citar o governo que o antecedeu, do PMDB, por ter iniciado essa obra. Ele lembrou que o partido do governador e o PSDB fazem a maior oposição ao seu governo, mas disse que quando olha para Brasília não vê democratas, nem tucanos. "Tem a hora da disputa e a hora de governar; e o nosso compromisso é de governar. Independente de pendengas políticas nós não arredaremos o pé de fazer aquilo que for preciso e que durante tantos anos não se fez por mesquinhez política", afirmou.

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