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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou hoje o sentimento de nacionalidade que uniu, em torno do Exército, índios, brancos, negros e mestiços na Batalha dos Guararapes, com o objetivo de expulsar os invasores (holandeses) no século XVII, em Pernambuco. A declaração consta da mensagem de Lula pelo Dia do Exército, divulgada pelo governo, na qual ele afirma que o episódio favoreceu o congraçamento racial e cultural do povo brasileiro e uniu os segmentos da sociedade.

A mensagem presidencial foi divulgada 48 horas após as declarações do comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno, que definiu a política indígena brasileira como "caótica" e "lamentável" e criticou a demarcação em área contínua da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

De acordo com Lula, os confrontos em Pernambuco "foram as mais vigorosas e decisivas ações contra as forças estrangeiras instaladas na Região Nordeste do País, e as tropas nativas que aí lutaram se constituem no embrião da força terrestre atual". O presidente faz uma série de elogios ao Exército, afirmando que a força "esteve presente ao longo de toda a história da formação e da consolidação do Brasil como Estado independente" e se dedica "à preservação da nossa integridade territorial". Lula destaca o empenho das tropas também em atividades não militares, afirmando que a Força trabalha pela "educação, saúde e segurança" com a presença "sensível às necessidades da população nas fronteiras distantes".

Lula cita ainda a participação do Exército na engenharia de construção, em apoio aos projetos de infra-estrutura, ações de combate a doenças e socorro às vítimas de calamidades, além de participar, "de forma reconhecidamente destacada, das missões de manutenção da paz além fronteiras, como faz atualmente no Haiti".

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