TOLEDO, ESPANHA ¿ O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje o Prêmio Don Quixote de la Mancha, com o qual a região espanhola de Castilla-La Mancha e a Fundação Santillana reconhecem o trabalho de difusão da cultura e da língua espanholas.

O presidente da região, José María Barreda, e o do grupo Santillana, Emiliano Martínez, anunciaram a decisão do júri desta primeira edição do prêmio após a reunião de seus membros realizada em Toledo.

O júri concederá a Lula o Prêmio de Melhor Trabalho Institucional por sua contribuição à divulgação e presença da cultura espanhola com a sanção da lei que tornará obrigatório o ensino de espanhol em escolas públicas e particulares do Brasil e fará com que mais de nove milhões de alunos aprendam o idioma.

O presidente Barreda destacou a transcendência cultural e política dessa iniciativa, que incentiva o estudo do espanhol no ensino médio e no bacharelado.

Segundo o governante de Castilla-La Mancha, esta decisão pode gerar a incorporação de 29 mil professores e um desenvolvimento dos métodos e manuais de ensino da língua espanhola.

O escritor mexicano Carlos Fuentes também será premiado com o Prêmio de Mais Destacada Trajetória Individual por seu trabalho como impulsor da língua e da cultura espanhola.

Ao comentar o prêmio concedido ao autor mexicano, Barreda lembrou que Fuentes é um dos intelectuais mais notáveis do âmbito cultural e lingüístico hispano-americano.

Ela ainda destacou o empenho do escritor em impulsionar o território de La Mancha como espaço cultural comum dos que falam o idioma e sua contribuição à consolidação da consciência do espanhol como língua internacional de conhecimento.

Os premiados receberão 25 mil euros, além de uma escultura do artista Manolo Valdés, que serão entregues provavelmente em outubro, segundo o presidente Barreda, que assegurou que a data ainda não está confirmada porque os organizadores querem que os prêmios sejam entregues pelo rei Juan Carlos.

Já Emiliano Martínez destacou a multidão de instituições e pessoas que contribuem à tarefa da expansão da língua espanhola e da cultura que circula com ela, e afirmou que nestes momentos "a saúde da cultura espanhola e do espanhol é muito alta".

Do júri, presidido por Barreda, fizeram parte também o diretor da Real Academia Espanhola, Víctor García da Concha, a conselheira de Cultura de Castilla-La Mancha, Soledad Herrero, o executivo-chefe do grupo Prisa, Juan Luis Cebrián, além do presidente da organização Santillana.

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