Lula e Eduardo Braga declaram apoio a prefeito de Coari

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou hoje um Centro de Formação Tecnológica (Cefet) em Coari, cidade a cerca de 400 quilômetros de Manaus (AM), alvo de operação da Polícia Federal, em maio passado, que desarticulou uma quadrilha que tem como principal suspeito, o prefeito da cidade, Adail Pinheiro (sem partido). Na inauguração, o presidente Lula e o governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), aproveitaram para manifestar apoio ao prefeito.

Agência Estado |

Em discurso, Lula chamou Adail de "companheiro" e o parabenizou pela administração do município. Braga, destacou o trabalho do prefeito em prol da juventude da cidade. Sempre que o nome de Adail era citado por autoridades, parte da platéia formada por estudantes, professores e servidores públicos aplaudia; outra parte, vaiava.

As acusações, segundo a operação da PF, são de fraudes em licitações e desvio de verbas. Recai sobre o prefeito da cidade, também, a suspeita de comandar uma rede de exploração sexual infantil na cidade. As denúncias estão sendo investigadas pelo Ministério Público.

Do lado de fora, grupos de oposição do prefeito levantavam faixas para lembrar a Operação Vorax, da Polícia Federal, que chegou a prender o vice-prefeito e candidato de Adail à prefeitura, Rodrigo Alves. Também um grupo de mototaxistas fez protesto contra o prefeito, lembrando que um ex-integrante da guarda municipal, montada pelo prefeito, matou um mototaxista este ano. "Isso aqui é uma ditadura", disse o estudante de edificações do Centro inaugurado por Lula, João Milton Conceição, que acusa o prefeito de impedir manifestações de protesto na cidade.

No discurso, Lula voltou a destacar a construção de novas universidades e centros tecnológicos em seu governo e disse esperar que os jovens não sintam o "ódio" que ele já sentiu por não ter tido a oportunidade de avançar nos estudos. "Não quero que as pessoas do interior deste país passem o que passei e sintam o ódio de não ter tido oportunidade que o jovem deve ter de estudar", afirmou.

"Agora as crianças não entram na universidade pela qualidade da maternidade em que nasceram ou pela qualidade do berço em que dormiram. Mas vão entrar porque o Estado tem a obrigação de garantir estudo para todos que queiram estudar."

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