Lula diz que PAC 2 prepara o País para sucessor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, na noite desta terça-feira, o lançamento da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e cobrou dos políticos brasileiros que pensem grande para solucionar os problemas do País. Em cerimônia na aberta da 18ª Feira da Indústria da Construção e Iluminação, em São Paulo, Lula disse que o próximo presidente da República terá, com o PAC 2, a vantagem de iniciar o mandato com uma prateleira de projetos, diferentemente dele, que começou do zero.

Agência Estado |

"Quem vier a tomar posse na Presidência da República em janeiro de 2011 sabe que não existe mais espaço para pequenez política, não existe espaço para pequenos programas. Esse País é grande e exige que seus governantes pensem grande", afirmou.

Lula garantiu que o próximo presidente vai encontrar um País mais preparado que o que ele encontrou em 2003. "Por isso que lancei o PAC 2, para que o próximo presidente do República, quem quer que seja, mulher ou homem, preto ou branco, católico ou evangélico, não importa quem seja, encontre um País com uma prateleira de projetos." Lula ponderou que o próximo governante terá liberdade para mudar as propostas do PAC 2 caso queira. "Ele pode mudar ou não, quem ganhar pode tudo", assegurou, afirmando que o PAC 2 não é um projeto pessoal, mas uma proposta para a sociedade brasileira.

Lula voltou a ser cobrado pelo setor da construção civil para que mantenha a alíquotas reduzidas de IPI para seus produtos. Embora tenha iniciado seu discurso defendendo que o setor estava falido quando assumiu o mandato, Lula reiterou que os empresários podem sempre cobrar ações do governo. "Tenho mais nove meses de governo e enquanto for presidente haverá espaço para o dialogo", afirmou. "É por isso que eu digo sempre que prefiro ser uma metamorfose ambulante, aprendendo a cada dia, conversando a cada dia e tentando aperfeiçoar", disse. O presidente criticou os políticos que deixam de ouvir os empresários e a sociedade quando assumem o mandato. Na avaliação dele, a atitude demonstra arrogância. "Quando termina o mandato não fizeram nada."

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