Lula diz que oito anos é pouco e pede para que sucessor faça mais pelos pobres

SÃO PAULO - O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva visitou, nesta segunda-feira, em Guarulhos, as obras de urbanização integrada da Vila Nova Cumbica e de construção de casas populares financiadas pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR) da Caixa Econômica Federal. Em discurso, Lula afirmou: ¿Faltam 32 meses para terminar meu mandato, espero que quem vier depois de mim faça ainda mais pelos pobres. Peço para Deus que seja uma pessoa ainda mais abençoada e faça mais do que eu.¿

Ana Freitas, repórter do Último Segundo |

Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou dez anos é preciso que cada uma faça mais do que o outro, disse Lula.

Sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente falou da importância de sua continuidade nos próximos governos. Temos obras do PAC em 5.200 municípios brasileiros. Entendemos que na medida em que a economia brasileira vem crescendo é preciso que a gente faça crescer junto à possibilidade de emprego e o salário do trabalhador para que os brasileiros se sintam mais orgulhosamente respeitados por uma política de governo, afirmou o presidente.

Lula ainda lembrou que em seu governo foram criadas mais 70 mil empregos em Guarulhos. Para quem mora em uma favela é quase como chegar ao céu ter uma casinha de alvenaria.

Lula lança obra do PAC em Osasco
Mais cedo, em Osasco, Lula também falou sobre o PAC. "As obras não podem ser usadas para fazer campanha eleitoral, isso é um ato institucional, não deve ser tratado como eleitoral". O presidente participou durante a manhã de solenidade para a assinatura de contratos para o início das obras de infra-estrutura e saneamento básico previstas no PAC em municípios da região oeste de São Paulo.

Lula se mostrou preocupado com a repercussão política que o lançamento do PAC poderia dar. "Dizem que a gente está em campanha e as pessoas citam o nome de um e de outro, isto não é legal. Ainda tenho que visitar diversas cidades", não pode ser nesse clima eleitoral", disse. "Quero o Serra (governador de São Paulo) comigo em todos os atos para que fique claro que não há campanha política. Está chegando junho e, se continuar assim, teremos que parar de lançar obras", completou.  

No palco, ao lado de Lula, estavam os ministros da Cidade, Márcio Fortes, da Educação, Fernando Haddad e do Turismo, Marta Suplicy, além do governador de São Paulo, José Serra e os prefeitos de Diadema, Itapevi, Embú, Itapecerica da Serra, Jandira, Carapicuíba, Vargem Grande Paulista e Osasco.

Durante seu discurso, Lula voltou a defender o PAC e as pessoas beneficiadas pelo programa. "Vamos atingir as áreas e a população mais carentes de Osasco para que todos possam morar em condições descentes, disse.

Lula voltou a defender também uma continuidade nas obras mesmo após seu governo. "Não podemos pensar somente a curto prazo, temos que pensar no futuro também, só assim resolveremos definitivamente os problemas da parcela mais pobre do país".

O ministro das cidades, Márcio Fortes, concordou com Lula e disse que "o PAC deve ser um programa suprapartidário", ou seja, que seja dada continuidade a cada novo mandato independente de quem assumir.  

Já em Guarulhos, em visita as obras de urbanização integrada da Vila Nova Cumbica e de construção de casas populares financiadas pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR) da Caixa Econômica Federal, o presidente falou da importância da continuidade das obras do PAC nos próximos governos. Peço a Deus para que o próximo presidente seja ainda mais abençoado do que eu, porque ninguém consegue fazer tudo sozinho em oitos anos, disse Lula.

Nova faculdade

Na mesma mesma solenidade, Lula anunciou a criação do campus avançado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Osasco. "Essa nova universidade vai dar à população a chance de ter um estudo de qualidade", disse. "Temos que manter, principalmente, os jovens ocupados. Um jovem sem trabalhar e sem estudar é presa fácil para as drogas e a ociosidade", completou.

Em meio a muitas vaias, José Serra foi chamado para discursar e enumerou todas as obras do governo estadual para o ensino superior. "São Paulo era o Estado onde a presença do ensino superior federal era mais acanhada. A questão do ensino ocupa um papel central para os governos do Estado", disse o governador.

Quando pegou o microfone, Fernando Haddad concordou com Serra, mas elogiou a iniciativa. "A União tinha um débito com o Estado de São Paulo e a região metropolitana. Agora, a região que abriga 10% da população do país terá uma educação de qualidade", disse.

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