Lula diz que fóruns reconhecem distribuição de renda do país

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, no programa de rádio Café com o Presidente, que sua participação nos dois fóruns mundiais --o econômico e seu contraponto, o social-- serve como um reconhecimento dos avanços de seus sete anos de mandato. Para Lula, o crescimento econômico aliado à política de distribuição de renda deve servir de exemplo a outros países pobres, um paradigma a ser seguido. Ele lembrou que, durante a crise econômica mundial, no ano passado, o mercado consumidor foi mantido no país exatamente pelas camadas mais baixas da sociedade.

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Segundo Lula, quando assumiu o primeiro ano na Presidência, tanto os movimentos sociais participantes do Fórum Social Mundial quanto os chefes de Estado e economistas que compõem o Fórum Econômico Mundial desconfiavam de sua capacidade como governante. As edições deste ano dos dois eventos terminaram na semana passada.

A situação agora, de acordo com o presidente, difere da de 2003, primeiro ano de seu mandato. Para Lula, o Brasil mostrou aos diferentes setores da sociedade e a diversas nações do mundo os efeitos positivos de programas como o Bolsa Família.

"Por exemplo, um dogma que nós conseguimos quebrar era de que você não podia crescer distribuindo renda, ou seja, primeiro você tinha que crescer para distribuir e nós afirmávamos que era possível distribuir renda e crescer ao mesmo tempo", disse o presidente no programa.

"Ora, quando veio a crise aqui no Brasil, isso ficou claro, eram exatamente as camadas mais baixas da sociedade que estavam tendo maiores aumentos de salário e mais programas de transferências de renda que tiveram poder de compra maior, para poder fortalecer o mercado interno", complementou.

O Brasil foi um dos primeiros países a mostrar indícios de recuperação econômica após a crise financeira mundial. Além disso, deve tornar-se a quinta economia do mundo em 2016, segundo estimativa do Banco Mundial.

Por conta de uma crise de pressão alta na última quarta-feira, o presidente não pôde comparecer ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, onde receberia o prêmio de "Estadista Global". O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, representante de Lula no evento internacional, recebeu o prêmio em seu lugar.

Lula compareceu ao evento social em Porto Alegre na terça-feira, antes da crise de saúde.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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