Lula diz que disputa por guarda de menino deve ficar com Justiça

WASHINGTON (Reuters) - A disputa pela guarda de um menino de 8 anos, cujo pai norte-americano alega que foi sequestrado pela mãe brasileira, será deixada a cargo da Justiça brasileira, disse neste sábado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nós esperamos que a Justiça faça o que tiver que fazer, o governo brasileiro respeitará, afirmou Lula durante entrevista à imprensa na Embaixada Brasileira em Washington, apesar da pressão dos Estados Unidos para que o governo do Brasil intervenha na disputa.

Reuters |

O norte-americano David Goldman tem lutado pela guarda de seu filho, Sean, desde que a mãe, e sua esposa na época, viajou com o menino nas férias para o Brasil em 2004, se divorciou dele e permaneceu no país, o que Goldman chama de caso de sequestro internacional de criança.

A ex-mulher de Goldman, Bruna Bianchi, morreu durante o parto no ano passado. Seu segundo marido tenta manter o menino com a família no Brasil.

Na semana passada, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chegou a apelar ao governo brasileiro para que fizesse pressão pela volta do menino aos EUA e passe a viver com o pai, que vive em Nova Jersey.

Até agora os tribunais brasileiros vêm negando a guarda a Goldman, apesar de tanto o Brasil quanto os EUA serem signatários de tratados internacionais, que determinam que quando uma criança levada de um país por seu pai ou mãe, violando os direitos de custódia do outro genitor, deve ser devolvida prontamente a seu país de origem, enquanto se desenrolam os processos na Justiça.

Quando perguntado se o presidente dos EUA, Barack Obama, havia falado sobre o assunto durante o encontro entre eles neste sábado, em Washington, Lula disse que Obama "havia reiterado a posição dos EUA".

(Reportagem de Paul Simão)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG