BRASÍLIA ¿ Apesar de o governo ter anunciado em janeiro deste ano um bloqueio provisório e prudencial de R$ 37,2 bilhões no Orçamento de 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a afirmar nesta terça-feira, durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, que nenhuma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) será cortada. ¿Cortaremos o batom da Dilma, o meu corte de unha, mas nenhuma obra do PAC será cortada¿, afirmou Lula.

Todas as obras que já foram contratadas terão continuidade. Nenhuma obra do PAC irá sofrer qualquer corte por conta da crise financeira e econômica. Neste momento, o que mais importa para nós é gerar mais trabalhos para gerar renda, ressaltou Lula em seu discurso.

Na semana passada, durante apresentação do balanço de dois anos do PAC, o governo anunciou um reforço de R$ 142,1 bilhões até 2010 no programa. Há dois anos, o PAC previa investir R$ 503,9 bilhões até 2010. No entanto, com a inclusão de novas ações, o montante para o período subiu para R$ 646 bilhões.

Obras já anunciadas

Boa parte das obras e projetos anunciados nos novos investimentos do PAC não têm relação direta com a crise econômica. É o caso do piloto de produção de petróleo no campo de Tupi, do trem de alta velocidade Rio-São Paulo-Campinas e da ampliação do Luz para Todos. No total, o governo engordou o PAC em R$ 455 bilhões, dos quais R$ 142 bilhões ainda no governo Lula.

A maioria das obras não foi iniciada e certamente terá impacto sobre o nível de atividade econômica, mas está longe de significar um reforço na taxa de investimento como resposta ao agravamento da crise, por estarem previstas há tempos.

No horizonte pós-2010, o aumento de valores do PAC se deve principalmente à inclusão dos projetos - que já constavam do recém-divulgado plano estratégico da Petrobras - de novas refinarias e de extração de petróleo na camada pré-sal. Pelas estimativas do governo, as principais descobertas no pré-sal - Tupi, Iara e Parque das Baleias - aumentam de 80% a 100% as reservas brasileiras.

A lista de obras e projetos que entraram no PAC após o agravamento da crise inclui duas novas concessões de rodovias (a BR-101, no Espírito Santo e na Bahia, e a BR-470, em Santa Catarina), duas novas usinas hidrelétricas (Davinópolis e Garibaldi, que somam 257 megawatts), ampliações de portos e expansão do programa de recuperação de estradas federais.

* Com informações do Valor Online

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