Por iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), passarão 14 horas juntos, dentro de um navio, da noite do dia 30 até a manhã do dia 1º de maio. Na viagem, os dois prováveis principais candidatos à sucessão presidencial em 2010 terão todo o tempo do mundo para conversar sobre as intenções político-eleitorais e até mesmo fazer críticas aos companheiros - Serra tem a competição do governador de Minas, Aécio Neves, dentro do PSDB; Dilma reclama da passividade do PT.

A viagem será feita no navio Comandante Maximiano - homenagem ao ex-ministro da Marinha Maximiano da Fonseca - por 160 milhas Atlântico a dentro, até o Poço de Tupi. No local, Lula vai acionar as máquinas para dar início à extração, ainda em fase de experiência, do petróleo do pré-sal dessa área. O presidente chamou também os governadores do Rio, Sérgio Cabral, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, ambos do PMDB, os dois com reais condições de saírem candidatos a vice numa chapa encabeçada pela ministra Dilma. Lula prefere Cabral, se houver uma aliança entre o PMDB e o PT.

Depois da cerimônia de início da extração do óleo do pré-sal, Lula, Dilma, Serra, os demais governadores e os ministros convidados serão resgatados por helicóptero - transporte que o presidente já admitiu temer. “Entro neles porque não há outro jeito, mas não sei como é que um bicho daqueles voa”, declarou o presidente Lula, no final do ano passado, em conversa com jornalistas durante um café da manhã. A viagem de navio até Tupi, porém, não se deve apenas ao medo que Lula tem de helicópteros. Desde o ano passado a Marinha tem pressionado o presidente a aceitar um convite para uma viagem mais longa em um de seus navios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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