O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou hoje, em entrevista às rádios Emissora Rural AM de Petrolina e Rádio Juazeiro AM da Bahia, que vá se licenciar do cargo para atuar na campanha da presidenciável do PT, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Além de dizer que permanecerá no posto até o dia 31 de dezembro deste ano, ele frisou que não há hipótese dessa discussão acontecer e que o presidente da República tem que governar.

Na entrevista de cerca de 40 minutos, Lula disse que "seria descabido imaginar que um presidente da República fosse pedir licença do cargo mais importante do Brasil para fazer campanha", até mesmo porque pode não ter o vice-presidente para exercer o mandato. "Não teria cabimento, não teria lógica, seria uma irresponsabilidade com o mandato que foi me dado pelo povo brasileiro", observou.

O presidente afirmou ainda que não há lógica na tese de que ele poderia ajudar mais um candidato pedindo afastamento do cargo de presidente do País. "Achar que eu me afastando posso ajudar mais um candidato do que estando da Presidência seria diminuir o mandato. Se fosse assim, quem não tivesse mandato teria mais força política do que eu que tenho."

As informações de que Lula poderia se afastar do cargo para atuar na campanha de Dilma foram divulgadas ontem na imprensa. De acordo com o jornal O Globo, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), é quem assumiria interinamente o posto, pois o vice-presidente, José Alencar, e o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), também devem concorrer a cargos eletivos nessas eleições.

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