Lula desafia críticos e promete inaugurar muita obra em 2010

A menos de um ano do fim de seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que já carrega a sensação do dever cumprido. Ainda assim, promete inaugurar muita obra Brasil afora. Nem críticas da oposição nem a recente crise de hipertensão vão segurá-lo.

Reuters |

"É uma pena que a Dilma (Rousseff) não vai poder ir comigo inaugurar obras", disse o presidente em visita a um gasoduto no Rio de Janeiro.

AE
Dilma Rousseff, o presidente Lula , o vice-governador do Rio, Luiz Fernando
Pezão, e o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, nesta quarta-feira

As declarações tinham endereço certo. Lideranças de partidos como PSDB e Democratas vêm se queixando do que chamam de campanha antecipada. A ministra-chefe da Casa Civil tem acompanhado o presidente a quase todas as agendas de governo.

"Tem gente que falava que o Lula não iria viajar mais (depois da alta de pressão)... Quem esperar que vou ficar sentado em Brasília vai se dar mal, pode tirar o cavalo da chuva. Vamos inaugurar muitas obras este ano. Tem gente que vai ficar doido de raiva."

Assim que deixar o governo - o limite é 3 de abril - Dilma não poderá participar de eventos oficiais ao lado do presidente. Até junho, quando poderá efetivamente colocar sua candidatura na rua, perderá os holofotes atraídos pelo presidente da República e ações de governo.

Sobre o mal-estar sofrido na semana passada, Lula disse ter "orgulho" de sua pressão arterial, normalmente em 11 por 7, e garantiu medi-la diariamente.

Desde a crise de hipertensão - atingindo pico de 18 por 12 - auxiliares diretos do presidente pressionaram por uma redução no ritmo de sua agenda, conselho que ele parece não estar disposto a atender.

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