Lula defende uso livre da Internet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje o uso livre da Internet em campanhas eleitorais, um dos principais temas da reforma eleitoral em discussão no Senado. Seria impossível imaginar que você vai controlar a Internet (nas campanhas).

Agência Estado |

O que é importante é seguir um critério, não permitir determinadas coisas na Internet. Eu assisti à CPI da Pedofilia e o que precisa, ao invés de proibir, é responsabilizar quem usa a Internet", afirmou o presidente em entrevista que durou uma hora às rádios locais de Boa Vista.

Para Lula, é necessário manter a liberdade de expressão e comunicação. "Eu já fui muito vítima disso, então vamos dar aos internautas o direito de descobrir mais coisas e a vantagem do Brasil é que este País tem mais democracia do que a maioria dos países", disse.

Reserva indígena - Lula esteve na capital de Roraima pela primeira vez como presidente. A comitiva presidencial foi recebida por cerca de 50 arrozeiros inconformados com a demarcação da reserva indígena da Raposa Serra do Sol. A manifestação foi dispersada pela Polícia Federal, que foi atacada com ovos e chutes. Lula não viu o protesto.

Ainda na entrevista às rádios, Lula disse que a demarcação não é para ser discutida, mas cumprida. "Há uma decisão da Suprema Corte que diz o que é para fazer nessas terras. Não depende dos ministros, não depende do presidente da República. A gente cumpre e acabou".

"Depois da demarcação da Raposa Serra do Sol, se tiver outra área que tiver de ser demarcada, vamos demarcar. O que precisa é desenvolver Roraima porque a área não demarcada é equivalente ao Estado de Sergipe".

Bloco - O presidente também reafirmou seu desejo de ver a Venezuela como integrante do Mercosul. "Acho que tem um equívoco de gente que pensa que a Venezuela não deve entrar no Mercosul. Não só porque a Venezuela é parceira do Brasil, mas porque a Venezuela é um país forte e precisamos de um grande bloco financeiro no continente."

Lula antecipou que em setembro foram criados 150 mil empregos no País, o que para ele demonstra que o Brasil "sentiu pouco" a crise econômica mundial. "O Brasil foi o último a entrar e o primeiro a sair dessa crise".

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