Lula defende regulamentação de greve no serviço público

Ao comemorar, em solenidade no Palácio do Planalto, a sanção da lei que regulamenta as centrais sindicais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a regulamentação do direito de greve para o serviço público. Ele lembrou que qualquer trabalhador urbano quando faz greve sabe que vai ganhar apenas os dias que ele trabalhou.

Agência Estado |

"Mas é lógico. Se meu salário é a contrapartida do meu trabalho, se eu não trabalhar eu não mereço receber", afirmou.

Ele afirmou que no setor público "tem gente que faz greve de dois meses, três meses". E completou: "É uma coisa. E não é por maldade não. As pessoas às vezes acham que têm razão. Então, nós precisamos encontrar um meio termo pra resolver este problema". Para o presidente, todas as greves devem ser legais. "O cidadão tem direito a continuar a receber o seu plano de carreira. Agora, eu aprendi que eu só posso ganhar sem trabalhar se eu estiver de férias ou doente. Se eu não for trabalhar por outra razão, eu não recebo o meu dia", afirmou o presidente.

Para Lula, governo e servidores públicos têm de ter coragem de enfrentar o debate sobre o direito de greve. Na solenidade, Lula voltou a justificar sua decisão de vetar o artigo que permitia ao Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalizar as instituições. Ele explicou que o veto foi uma questão de princípio. "Eu não tinha duvidas da necessidade de vetar a fiscalização do TCU no movimento sindical", disse ele.

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