BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva arrancou aplausos da platéia do Simpósio Internacional sobre Desenvolvimento Social, encerrado nesta terça-feira, em Brasília, ao voltar a defender a criação de uma lei que torne permanente os programas sociais de seu governo, impedindo que eles futuramente sejam cancelados.

Grande parte do que estamos fazendo neste país não é resultante da nossa cabeça, mas sim da nossa história, da nossa convivência com os movimentos sociais brasileiros. Todos aqui [no governo] têm pelo menos uns 20 anos de experiência de se reunir, de falar mal do governo e de fazer pauta de reivindicação. Agora estamos conseguindo colocar parte daquilo, ainda não tudo, como programa de governo. E precisamos consagrar todas essas políticas numa lei para que nenhum engraçadinho possa destruir essas coisas, afirmou o presidente, atribuindo o sucesso das políticas sociais às parcerias do governo federal com prefeituras e estados.

Nem eu nem nenhum ministro temos uma visão do conjunto de coisas que acontecem de políticas públicas neste país. Não é uma coisa, ou dois [programas], são dezenas de coisas acontecendo em todo o país. Eu pedi que cada ministro fizesse um filme contando tudo o que está sendo feito em cada área para podermos dar a quem quiser um conjunto da obra que ainda está longe de ser concluída, mas que está com alicerces sólidos, comentou Lula, voltando a repetir que, ao fim de sua gestão, todo ministro terá que registrar o resultado de suas ações em cartório.

Cada centavo aplicado, cada coisa feita no governo. A fotografia será registrada em cartório porque eu quero entregá-la ao próximo governo, às universidades, movimentos sociais e outros. Acho importante deixarmos como legado um novo paradigma, pois assim a pessoa que vier depois terá que olhar e contar até dez, já que terá que fazer mais que nós fizemos. Caso contrário, terá uma vida muito curta no governo, afirmou Lula.

Citando programas como o Bolsa Família, Territórios da Cidadania, Luz Para Todos e outros, Lula disse querer universalizar o ensino público desde a pré-escola até o ensino técnico. E frisou que o governo federal vai financiar a construção, até 2010, de 1,5 mil creches, repassando o dinheiro às prefeituras. Além disso, Lula também comentou que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para o período de 2011 a 2015 já está sendo elaborado.

Repetindo várias vezes a expressão é possível, como um mote de campanha, Lula disse não ter dúvidas de suas prioridades. Hoje estou convencido que é possível fazer muito mais do que fizemos. Nós não temos que ter dúvidas. [As regiões] Nordeste e Norte vão continuar recebendo proporcionalmente mais investimentos para que possamos tirar o atraso deste país. Isso precisa ser feito para que haja um equilíbrio. O pessoal do Sul precisa lembrar que quando as pessoas mais pobres estiverem comendo, quem vai ganhar são as pessoas do Sul, que produzem. Não tem que haver disputas. Temos é que recuperar o atraso, concluiu o presidente.

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