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Lula culpa pânico da sociedade por crise ter atingido o país

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na segunda-feira que o pânico de uma parcela da população foi uma das causas da contaminação da economia brasileira pela crise financeira global. Para o presidente, notícias sobre a situação dos Estados Unidos, Europa e Japão influenciaram os consumidores. Houve um pânico na sociedade... Houve, por parte de uma parte dos brasileiros, um certo bloqueio na compra de produtos que, em uma situação normal, eles continuariam comprando, afirmou Lula em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente.

Reuters |

Lula também culpou a redução da oferta de crédito, mas argumentou que o governo tem tomado medidas para aumentar a liquidez do sistema financeiro e combater os efeitos da crise no país.

"Mantivemos todas as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e aumentamos os investimentos da Petrobras, numa demonstração de que era necessário para enfrentar a crise fazermos mais investimentos, termos mais ousadia do que se teve em qualquer outro momento da história do Brasil", destacou Lula.

"Antigamente, quando tinha uma crise, o que acontecia? Acontecia que o governo parava de investir, aí aumentava-se o juro, aumentava-se o spread bancário e o Brasil entrava em crise porque diminuía o emprego. Nós tomamos todas as medidas para evitar que isso acontecesse."

Apesar das projeções do mercado financeiro, o presidente demonstrou otimismo com a recuperação da economia brasileira. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 passou de uma queda de 0,49 por cento na semana anterior para uma retração de 0,39 por cento.

Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia do Brasil terá uma retração de 1,3 por cento neste ano.

"Nós estamos, sem nenhum otimismo, vendo melhoras na situação da economia brasileira", afirmou o presidente, citando o aumento da produção de automóveis, de empréstimos concedidos pela Caixa Econômica Federal e a atividade do varejo.

"E o Brasil, eu posso assegurar, continua sendo um país com maiores possibilidades de sair dessa crise muito fortalecido, porque a crise chegou aqui, mas não chegou na intensidade que ela está nos Estados Unidos ou que ela está na Europa. Ou seja, nós estamos mostrando que o Brasil estava mais preparado," disse Lula.

(Por Ana Paula Paiva; Edição de Fernando Exman)

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