Lula critica PT por vetar aliança com tucanos em Minas

RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o comportamento da executiva nacional do PT, que vetou a aliança do partido com o PSDB em Belo Horizonte. As declarações foram dadas em entrevista ao Jornal do Brasil, publicada neste domingo.

Redação com Reuters |

"Você tem um problema local, que a direção municipal aprovou, a direção estadual aprovou, e a direção nacional parte para cima de uma briga que não é nossa. Ora, o candidato é do PSB, o vice é do PT, não vai ter coligação na chapa de vereadores, onde é que está o Aécio Neves a essa altura, senão apenas apoiando? Qual é o estigma, se nós temos em outros lugares aliança com o PFL e com o PSDB? Na política também quando você cria estigmas contra as pessoas, você começa a perder. Eu ainda acredito que o PT vai voltar atrás no caso de Belo Horizonte", afirmou.

Lula declarou ainda que pretende participar muito pouco das eleições municipais em todo o Brasil. "Eu preciso governar este País até 2010, com a tranqüilidade que estamos governando agora. Por isso, não farei das eleições municipais um cavalo de batalha".

Lula reafirmou que não tem candidato à sua sucessão, apesar de defender a competência da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e disse que entregará ao próximo presidente um documento registrado em cartório com todas as suas realizações.

Fundo para educação viria do petróleo

A criação de um fundo para investir em educação está nos planos do presidente. O dinheiro viria dos royalties das recentes descobertas de petróleo na área do pré-sal. "Estou pensando seriamente nos investimentos que podemos fazer. Eu sonho com a criação de um fundo para investir na educação neste País".

Na reportagem, o presidente disse que trabalha com um cenário em que o Brasil será o terceiro ou quarto produtor mundial de petróleo. "O Brasil não pode se conformar a ser um País exportador de petróleo bruto. Nós precisamos usar essa potencialidade em petróleo e criar uma verdadeira indústria petroleira neste País", afirmou.

"Trabalho sempre com a idéia de que o Brasil não precisa ficar com o trauma de que não pode crescer mais de 3% e nem o trauma de que precisa crescer 10%. O Brasil precisa ter um crescimento sustentado de 4,5% a 5% durante 10 ou 15 anos consecutivos. Se o Brasil fizer isso nós entraremos no rol dos países ricos".

(Com reportagem de Cláudia Fontoura)

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