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Lula critica ONGs que vêm dar palpite sobre Belo Monte

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira organizações não-governamentais internacionais contrárias à construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. O projeto, que tem leilão marcado para 20 de abril, é considerado pelo governo como um empreendimento essencial para garantir o abastecimento futuro de energia elétrica do Brasil.

Reuters |

"Ninguém tem mais preocupação do que nós de cuidar da Amazônia e dos índios. Não precisa vir aqui dar palpite. Eles já destruíram o deles e vêm aqui dar palpite no nosso", disse Lula em discurso durante a Expo Aço.

De acordo com ele, o Brasil ficou impedido de fazer estudos para a implantação da usina por 20 anos. "O projeto já foi modificado, o lago é um terço do que era inicialmente para dar garantias ambientais", disse o presidente.

Na semana passada, o Ministério Público Federal do Pará abriu simultaneamente duas ações civis públicas na Justiça Federal em Altamira contra o licenciamento ambiental que liberou a construção da usina hidrelétrica.

Segundo comunicado da Procuradoria da República no Pará, análise feita por seis procuradores sobre os documentos do projeto detectaram ao menos oito irregularidades "com gravidade suficiente para cancelar o leilão e anular a licença prévia concedida pelo Ibama".

A usina hidrelétrica de Belo Monte, que deverá ser a terceira maior do mundo, atrás da binacional Itaipu e da chinesa Três Gargantas, tem investimentos previstos de 19 bilhões de reais e o preço-teto por megawatt-hora é de 83 reais. Vence o leilão quem oferecer o maior deságio.

O empreendimento tem entrada de operação prevista para 2015 (1a fase) e 2019 (2a fase), e terá capacidade instalada 11 mil megawatts, com garantia física de 4.571 megawatts médios.

(Reportagem de Carmen Munari)

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