Lula critica imprensa por privilegiar escândalo no Senado

RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta terça-feira a imprensa por privilegiar fatos negativos como os escândalos do Senado ao invés de destacar o aumento do emprego. Em uma crise como essa, o aumento de mais de cem mil empregos é uma coisa (positiva), mas a manchete é o emprego no Senado. É uma perda de valor, disse Lula ao participar de cerimônia de lançamento do projeto de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro.

Reuters |

"Não consigo entender porque a predileção pela desgraça. Há tanta coisa boa no cotidiano do povo brasileiro, mas o que está estampado é a desgraça", acrescentou.

AE
Lula disse que é preciso cautela com os escândalos

Foram abertos 131.557 postos de trabalho com carteira assinada em maio, o quarto mês seguido de alta, mostraram dados do Ministério do Trabalho divulgados na segunda-feira.

Em seguida, na entrevista aos jornalistas, Lula disse que é preciso cautela com os escândalos. "Não podemos fazer disso uma causa nacional. O povo já viu muitos escândalos ao longo da história, é o que mais vemos. Temos eleições a cada quatro anos e a chance de mudar as coisas. 2010 tem eleição, é uma oportunidade para o povo escolher as pessoas que possam ser seus representantes", declarou.

Ele também defendeu a reforma política como meio de se disciplinar o Congresso. "Se não houver reforma política e da estrutura partidária será muito difícil mudar as coisas como elas estão."

Esta não é a primeira vez que o presidente Lula minimiza a crise no Senado, onde estão em xeque desde o pagamento de horas extras a servidores em janeiro, quando há recesso, até a existência de mais de 600 atos secretos para criação de empregos e aumento de salários de funcionários.

Há cerca de uma semana, Lula criticou o "processo de denuncismo" e afirmou que não sabe "a quem interessa enfraquecer o Poder Legislativo". Ele também saiu em defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao afirmar que ele não poder ser tratado como uma "pessoa comum".

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