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Lula critica imprensa durante posse de novo ministro

No discurso de posse do novo ministro da Previdência, José Pimentel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais uma vez se queixou da imprensa, agora por não dar a devida publicidade ao fato de as filas dos guichês da Previdência terem diminuído substancialmente. Depois de comentar que há dois anos e meio ele vivia debaixo de uma saraivada de notícias de jornais, Lula afirmou que as filas diminuíram porque foi montado um trabalho muito sério.

Agência Estado |

 

Ele insistiu que "muita coisa foi feita" e lembrou a redução do tempo de espera entre a entrada do pedido do benefício e a concessão ou não desse auxílio. Lula recomendou ainda que Pimentel cuide "com carinho" dos aposentados.

Agência Brasil
Pimentel tomou posse nesta quarta
"Faça aquilo que sabe fazer perfeitamente bem, sabendo que nós precisamos cuidar dos nossos aposentados com carinho e dos pensionistas, mas também sabendo que nós só podemos pagar a hora que a gente tiver recursos no cofre para pagar todos os benefícios que as pessoas têm direito neste País."

Perfil

Pimentel foi eleito, em 2006, para seu quarto mandato na Câmara dos Deputados pelo Partido dos Trabalhadores do Ceará (PT-CE). O novo ministro enfrenta o grande desafio de acabar como o déficit previdenciário.

Como parlamentar, Pimentel participou como relator do Orçamento Geral da União 2008 e da polêmica reforma previdenciária realizada em 2003, que, ao alterar o sistema de aposentadorias e benefícios, provocou a ira de servidores públicos e até quebra-quebras no Congresso Nacional.

Ele ainda foi membro titular da Comissão Especial da Reforma Tributária da Câmara dos Deputados e presidente da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa, do Congresso Nacional.

Especialista no assunto

Escolhido para a função de ministro da Previdência, ele disse ao Último Segundo que se sente à vontade por ser um especialista no assunto. O grande objetivo da Previdência é a inclusão através da formalização dos empregos [porque boa parte dos trabalhadores sem carteira não contribuem para a aposentadoria pública]. E isso está acontecendo por meio de dois fatores: o crescimento da economia, que gera empregos formais, e os efeitos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, avaliou Pimentel.

O novo ministro descarta mudanças estruturais na política atual mas quer acabar com isenções de entidades filantrópicas. Em 2007, essas isenções totalizaram R$ 4 bilhões. É correto o subsídio do governo às entidades, mas é inaceitável que os recursos saiam dos cofres da Previdência, alega.

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