Lula critica a imprensa em cerimônia no Rio de Janeiro

Crítica ocorreu após a divulgação na imprensa da ida de Dilma à inauguração de hospital que não foi construído com verbas federais.

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

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Lula atira flecha em visita a centro esportivo no Rio de Janeiro nesta segunda-feira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira (8) no Rio de Janeiro a imprensa brasileira. Para Lula, os grandes veículos de comunicação preferem destacar tragédias a notícias boas, como inauguração de obras. A crítica foi feita após a divulgação na imprensa de que o Hospital da Mulher Heloneida Studart, inaugurado no domingo em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, teve a presença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, embora não tenha sido construído com verbas federais.

O governo federal não fez qualquer investimento no Hospital da Mulher Heloneida Studart, que custou R$ 40 milhões. Entretanto, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, pré-candidata à sucessão de Lula foi a principal atração na festa de inauguração da unidade, no domingo. No palanque, ela ainda discursou diante do governador do Estado, Sérgio Cabral, e de cinco ministros de Estado.

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Dilma também se arriscou no tiro com arco

Nesta segunda, em uma cerimônia de inauguração de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Favela da Rocinha, em São Conrado, na zona sul do Rio, o presidente Lula saiu em defesa da ministra que ele escolheu para sucedê-lo. "A imprensa brasileira, por hábito ou desvio, não gosta de falar de obra inaugurada. O que é bom não presta, só serve desgraça", avaliou o presidente.

Para Lula, o governo federal tem investido amplamente no Rio. Por causa disso, segundo ele, "o governo do Estado consegue investir em outras obras". "Disseram que a Dilma veio inaugurar uma obra que não tinha dinheiro do governo federal. Como se o governador não pudesse convidar a ministra para vir aqui", disse. "O que está permitindo o Sérgio (Cabral) construir aquele hospital é porque ele não teve que colocar todo o dinheiro do Estado aqui", completou o presidente.

Em seu discurso, a ministra Dilma Rousseff afirmou que o custeio do Sistema Único de Saúde (SUS) para a manutenção , como exames e equipamentos, do Hospital da Mulher é muito caro. "Para manter a unidade nós gastamos 80 milhões por ano. Isso é mais que o dobro do valor gasto na construção".

Mais tarde, o Ministério da Saúde enviou uma nota à imprensa corrigindo a informação. De acordo com o comunicado, a União irá desembolsar anualmente R$ 50 milhões para a compra e reposição de medicamentos e materiais. O governo do Estado do Rio entrará com mais de R$ 30 milhões por ano.

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