Lula conciliará agendas durante final de semana em SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se empenhará neste final de semana, em São Paulo, tanto na função de chefe do Executivo como na de cabo eleitoral de candidatos petistas na capital paulista e na região do ABC. Como garantiu a aliados, ele vai conciliar a agenda oficial com a de líder partidário nos três dias que passar no Estado.

Agência Estado |

Na sexta-feira, Lula, como presidente da República, inaugura o campus da Universidade Federal do ABC, em Santo André, às 15 horas. Depois, por volta de 17 horas, lança a pedra fundamental das instalações da universidade em São Bernardo do Campo. O Palácio do Planalto ressaltou que a agenda do presidente no sábado e no domingo é "privada", e que qualquer compromisso não será oficial.

De acordo o coordenador da campanha petista, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), no sábado pela manhã, o presidente participará de uma carreata da candidata petista à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, em São Miguel Paulista, zona leste da cidade. Após a carreata, haverá comício no bairro com a presença de Lula. Às 16 horas, o presidente segue para a cidade onde tem apartamento, São Bernardo do Campo, onde reforçará a candidatura de Luiz Marinho à prefeitura, com um comício na Área Verde.

A princípio, Lula subiria apenas nos palanques dos seus ex-ministros Marta Suplicy e Luiz Marinho. Numa negociação na semana passada com representantes do PT de São Paulo, o presidente aceitou participar também das campanhas de candidatos do partido em Diadema e Santo André. Na noite de sábado, ele estará no comício do petista Mário Reali, na Praça da Moça, em Diadema. Lula volta a subir num palanque na manhã de domingo, quando estará às 11 horas na Vila Luzita, em Santo André, dando apoio a Vanderlei Siraque.

Embora não esteja na função de presidente, Lula terá no sábado e no domingo, dias reservados a campanhas políticas, a mesma equipe de segurança do Planalto que lhe dá proteção no dia-a-dia. Assessores do presidente com cargos no governo não o acompanham nas atividades eleitorais. Em campanhas anteriores, o PT pagou despesas do avião presidencial nos deslocamentos feitos por Lula com objetivo exclusivo de fazer campanha nos estados.

Carlos Alberto Grana, um dos articuladores das campanhas petistas no ABC, disse que o presidente aceitou de forma "natural" os argumentos dos aliados para participar das campanhas. "O ABC é a região de origem política dele", observa. "O presidente é um reforço extraordinário e uma injeção na veia das nossas candidaturas", completou. Ele diz que os candidatos já se preparam para aproveitar ao máximo a presença de Lula nos palanques. "É bom lembrar que o presidente irá, neste primeiro turno, em poucos municípios."

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