Lula: Brasil cria 1,3 milhão de empregos formais no ano

CAMAÇARI, Bahia (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o país encerrará o ano com 1 milhão e trezentos mil novos empregos formais. O número é maior que o estimado nesta semana pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para quem o país criaria entre 1 milhão e 1,1 milhão de vagas líquidas com carteira assinada em 2009. No ano que vem, sua previsão é de 2 milhões.

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"Vamos terminar o ano criando 1 milhão e trezentos mil empregos com carteira assinada", comemorou o presidente durante visita à fábrica da Ford, em Camaçari, para um anúncio de investimentos.

De janeiro a outubro, foram criados 1,163 milhão de empregos formais no país. Em dezembro, tradicionalmente há uma dispensa líquida de empregados.

Aos funcionários da fábrica, Lula fez um breve histórico da crise financeira internacional, repetiu o conceito da "marolinha" e defendeu a atuação de bancos públicos nos meses de maior dificuldade.

Segundo ele, somente o Banco do Brasil tem disponibilizado hoje todo o crédito que o país tinha em 2003.

"O Brasil em 2003 tinha 380 bilhões de reais (em crédito) disponibilizado para o Brasil inteiro. Hoje, só o Banco do Brasil tem isso."

Ao delinear a gênese da crise no mercado financeiro global, o presidente defendeu a regulação brasileira. No Brasil, disse, nenhum banco pode alavancar mais que 10 vezes o patrimônio líquido da instituição. "Portanto a gente tinha solidez no sistema financeiro", ponderou, dizendo que os bancos norte-americanos alavancavam seu capital em mais de 35 vezes antes da crise.

Lula afirmou ainda, que Bush errou ao não evitar a quebra do Lehman Brothers.

"Se o presidente Bush tivesse noção do prejuízo que iria causar ao mundo a quebra do Lehman Brothers, possivelmente com menos de 10 por cento do dinheiro que o tesouro americano teve que colocar no sistema financeiro (inteiro), ele teria evitado que o Lehman Brothers quebrasse e teria evitado a crise financeira internacional, que tomou conta do mundo por uma desconfiança."

(Reportagem de Peter Murphy na Bahia e Ana Paula Paiva em Brasília)

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