Lula aponta risco em ocupações inadequadas no Rio

RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que as consequências pelo excesso de chuvas no Rio de Janeiro acontecem mais em ocupações inadequadas, localizadas em áreas de risco. Admitiu, no entanto, que as famílias relutam em deixar as encostas.

Reuters |

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    "Os administradores públicos devem levar em conta que não é possível que as pessoas ocupem áreas inadequadas para morar. É preciso antever isso, tomar cuidado para não acontecer. Pensar em outros locais para as pessoas morarem", disse Lula a jornalistas após reunião com o governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), no hotel Copacabana Palace.

    "Se você pegar todas as enchentes brasileiras, elas atingem sempre as pessoas pobres, que moram em locais inadequados", completou.

    Na entrevista, Lula disse mais de uma vez que esta é maior quantidade de chuva que atingiu o Rio . "Não existe ser humano no mundo, no planeta terra, que consiga enfrentar uma mudança de clima com essa, que é a maior da história do Rio de Janeiro", afirmou.

    AE
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    A chuva que atinge o Rio pelo segundo dia seguido deixou ao menos 79 mortos . As aulas foram canceladas e a população está sendo orientada a permanecer em casa e deixar áreas de risco. A maioria das mortes ocorreu em decorrência de deslizamentos de terra, segundo os bombeiros.

    "Quando há uma chuva dessa magnitude, a única coisa que resta fazer ao prefeito, ao governador e à Defesa Civil é pedir para que as pessoas saiam das áreas de encosta, saiam da área de risco e esperar a chuva parar para que a gente possa começar a resolver os problemas", disse Lula.

    Lula, que cancelou parte de sua agenda na cidade do Rio em função do temporal, relatou que o governo federal está realizando investimentos em drenagem no Rio e que vai trabalhar junto com o governador Cabral e o prefeito Eduardo Paes para colocar mais dinheiro em infraestrutura no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC2).

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