Lucro líquido da TAM cresce 26% com queda do petróleo

SÃO PAULO (Reuters) - A TAM, maior companhia aérea do país, teve um aumento de cerca de 26 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado pelas regras de contabilidade brasileiras, apoiada em queda de custos com combustível e aumento de receitas. A empresa, que está promovendo um processo de redução de custos diante da desaceleração do crescimento do tráfego aéreo, promoveu corte de 21 executivos e a incorporação da vice-presidência técnica pela vice-presidência de operações, segundo a assessoria de imprensa.

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Mas informações publicadas no jornal O Globo de planos de demissão de 2 mil pessoas foram negados pela empresa.

A TAM teve lucro líquido de 54,43 milhões de reais de janeiro a março, acima do resultado positivo um ano antes de 43,15 milhões de reais.

A receita operacional líquida da empresa de janeiro a março totalizou 2,64 bilhões de reais, aumento de 16,8 por cento sobre os 2,26 bilhões de reais obtidos um ano antes.

Apesar de obter receita maior, o total de passageiros pagantes transportados nos voos domésticos e internacionais recuou 3 por cento no trimestre, para 7,325 milhões. A taxa de ocupação caiu 6,1 pontos percentuais, para 67,1 por cento, enquanto a tarifa média geral da TAM subiu 19,4 por cento.

O número de horas voadas por dia por aeronave caiu 4,4 por cento, para 12 horas.

A geração de caixa medida pelo Ebitdar, sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização, depreciação e leasing de aviões, foi de 474,8 milhões de reais, ante 283 milhões de reais nos primeiros três meses de 2008. Enquanto isso, a margem avançou 5,4 pontos percentuais, para 18 por cento.

A empresa informou que os custos com combustíveis diminuíram 17,7 por cento, atingindo 695,1 milhões no primeiro trimestre contra 844,8 milhões de reais nos três primeiros meses de 2008. O recuo foi possível com a queda no preço médio em reais por litro de combustível de 24,8 por cento no período.

O resultado financeiro foi negativo em 110,4 milhões de reais, contra receita financeira líquida de 600 mil reais um ano antes. No quarto trimestre de 2008, a aérea teve resultado financeiro negativo de 2,15 bilhões de reais, impactado por perdas com hedge de combustível de 919 milhões de reais e variações cambiais de 815 milhões de reais.

De acordo com o balanço desta quinta-feira, as perdas realizadas com instrumentos de hedge de petróleo somaram 290 milhões de reais de janeiro a março.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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