Lucro líquido da Marisa sobe 70,7% no 2º trimestre

A rede de varejo Marisa apresentou um lucro líquido de R$ 43,428 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representou uma alta de 70,7% em relação a igual período de 2008, segundo resultado financeiro divulgado nesta segunda-feira. A receita líquida de mercadorias e serviços aumentou 3,8%, atingindo R$ 367,293 milhões.

Agência Estado |

A geração de caixa do segundo trimestre, medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), somou R$ 82 milhões, significando um crescimento de 25% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. A margem bruta consolidada avançou 1,1 ponto porcentual, chegando a 51,9%.

A rede varejista apresentou uma retração de 0,7% na receita líquida das vendas no conceito mesmas lojas, que compara as unidades com mais de um ano de funcionamento, no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida das operações de varejo subiu 3%, atingindo R$ 350,7 milhões. Segundo relatório administrativo, o resultado foi impactado pela alta temperatura em abril, quando as vendas da coleção inverno foram prejudicadas. A empresa destacou, porém, que a situação foi revertida a partir de junho, com a entrada de um inverno mais rigoroso.

Em seu balanço, a empresa informa ainda que "optou no período por não sacrificar margens para ganhar vendas". A margem bruta do segundo trimestre foi de 54,2%, o que representou um acréscimo de 2,3 pontos porcentuais. Segundo a companhia, o crescimento da margem foi impulsionado pela inclusão de um conjunto de produtos "mais básicos e promocionais", a redução em 15% do volume de remarcações e o maior acerto das coleções em termos regionais.

As despesas operacionais de abril a junho recuaram 2,2%, para R$ 127,4%. Esse resultado é explicado, sobretudo, pela redução das despesas com vendas, que caíram 2,1%, para R$ 104,6 milhões. O custo das mercadorias no segundo trimestre foi de R$ 160,7 milhões, resultado 1,8% inferior ao do mesmo período do ano passado. De acordo com o documento, a queda foi atribuída à melhor negociação com os fornecedores e ao menor volume de peças vendidas.

Expansão

A rede varejista ampliou de seis para nove a previsão de abertura de lojas para este ano. Segundo relatório administrativo da empresa, a revisão ocorreu pela "melhora do cenário macroeconômico", pelas oportunidades estratégicas de pontos-de-venda com interessante taxa de retorno e pela evolução dos resultados acumulados do ano.

No final do primeiro semestre, a rede contava com um total de 221 lojas em todo o Brasil, sendo 120 no Sudeste, 41 no Nordeste, 34 no Sul, 15 no Centro-Oeste e 11 no Norte. A metragem aproximada total das lojas cresceu 12,9% no segundo trimestre, para 240,9 mil metros quadrados. A receita líquida total de mercadorias dividida pela área média de vendas recuou 9,1% de abril a junho deste ano sobre igual período do ano passado.

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