O lucro líquido da Fosfertil, a maior fornecedora brasileira de matérias-primas para fertilizantes, caiu 80% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2008, e atingiu R$ 82 milhões. A receita líquida foi de R$ 1,2 bilhão, o que representa uma redução de 22% em relação ao primeiro semestre do ano passado, informou hoje a empresa.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 66 milhões.

De acordo com a empresa, o resultado é um reflexo da crise financeira mundial, que desde o final do ano passado traz a queda dos preços dos fertilizantes fosfatados e nitrogenados no mercado internacional. A Fosfertil explicou que o mercado brasileiro de fertilizantes se caracteriza como tomador de preços (price taker), já que o país é basicamente importador e tem pequena participação (2%) na produção mundial. Assim, os preços praticados no Brasil são formados pelo mercado internacional e estão sujeitos às volatilidades decorrentes da oferta e da demanda.

A produção total da Fosfértil foi de 5,2 milhões de toneladas no primeiro semestre, ante os 5,8 milhões de toneladas registradas em 2008. A empresa comercializou 1,4 milhão de toneladas, cerca de 10% menos que no primeiro semestre do ano anterior.

No entanto, a Fosfertil mantém seus projetos de investimentos para dobrar sua produção em cinco anos. O principal deles, intitulado Projeto Salitre, quando integralmente implantado, resultará na abertura de um complexo de mineração de rocha fosfática na região de Patrocínio (MG) e na construção de um novo complexo industrial, com investimento total orçado em R$ 2 bilhões. Com as obras em andamento, o projeto de expansão da produção do Complexo Industrial da Fosfertil em Uberaba (MG) tem investimento de R$ 462 milhões. Ele está sendo executado por um consórcio formado pelas empresas Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht e Promon Engenharia.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.