Lucro da Petrobras cai 20% no 1o trimestre para R$5,8bi

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O lucro da Petrobras no primeiro trimestre do ano caiu para 5,8 bilhões de reais, 20 por cento inferior ao mesmo período do ano passado, afetado por preço em baixa do petróleo e demanda menor tanto no Brasil como no exterior. O resultado ficou levemente acima da previsão de cinco analistas consultados pela Reuters, que estimavam em média lucro de 5 bilhões de reais.

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O ganho antes de impostos, juros, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) ficou em 13,4 bilhões de reais, queda de 5 por cento comparado ao primeiro trimestre de 2008.

Analistas estimavam, em média, que o Ebitda ficaria em apenas 11,9 bilhões de reais.

Segundo relatório divulgado pela companhia, o resultado reflete, em parte, "a redução no preço das commodities e a retração da demanda por derivados no mercado interno".

Segundo cálculos da empresa, o barril do petróleo tipo Brent ficou em média em 44 dólares no primeiro trimestre deste ano, ante 97 dólares em igual período de 2008 (queda de 55 por cento).

Porém, a companhia acrescentou que "o aumento de 6 por cento na produção de óleo e gás e o reajuste de preços do diesel e da gasolina em maio de 2008, bem como a redução das importações e das participações governamentais, em decorrência das cotações do petróleo, atenuaram esses efeitos".

A estatal tem registrado aumentos mensais na produção recentemente, devido à entrada em operação de novas plataformas, e fechou o primeiro trimestre com produção total média (Brasil e exterior) de 2,48 milhões de barris de óleo equivalente/dia (boed), 6 por cento acima do resultado do primeiro trimestre de 2008.

O diretor financeiro Almir Barbassa afirmou a jornalistas no Rio de Janeiro, em evento para comentar o balanço, que a empresa também tem despendido mais recursos com o serviço da dívida.

"O lucro líquido foi resultado de uma alteração nas despesas financeiras, porque a empresa tem um nível de endividamento maior e paga mais juros", afirmou, acrescentando que também ocorreu efeito cambial adverso, já que no ano passado o real estava se desvalorizando e no momento ele está se fortalecendo.

Como a companhia possui volume considerável de recursos e ativos em suas operações fora do país, a mudança no câmbio reduziu o valor em reais desses itens.

(Reportagem de Denise Luna)

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