Lotado, cemitério de Ilhabela vira alvo de reclamações

Por falta de espaço, corpos foram exumados sem aviso prévio e ossadas guardadas em gavetas recém-construídas

AE |

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A falta de espaço para novas sepulturas está causando problemas em Ilhabela, no litoral norte paulista. O problema começou porque a prefeitura decidiu transferir as ossadas para cem gavetas construídas por causa da falta de espaço no cemitério. Quarenta e um corpos teriam sido exumados.

Pelo menos dois moradores da cidade reclamam da exumação de corpos de parentes enterrados no local sem prévio aviso, conforme determina uma lei municipal. "Ossadas estão sendo retiradas a esmo", acusou uma moradora que não quis se identificar. Segundo ela, cujo pai está enterrado no cemitério municipal há mais de cinco anos, somente poucas horas antes da exumação ela foi avisada pela administração. Outra moradora disse que há dois meses o túmulo de seu irmão foi aberto, antes que ela fosse avisada.

De acordo com a prefeitura, a exumação está prevista em lei municipal e pode ser feita após cinco anos do enterro. E, mesmo não sendo exigência da lei para sepulturas temporárias, os parentes são comunicados sobre a necessidade da exumação. A prefeitura informou ainda que as sepulturas temporárias são arrendadas por 3 ou 5 anos e a lei municipal prevê a convocação dos parentes apenas na exumação de sepulturas perpétuas.

O órgão acrescentou que os fatos denunciados teriam ocorrido por descuido de uma funcionária, que só avisou as famílias horas antes da exumação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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