Usado como fonte de renda da Arquidiocese de São Paulo, o que restou do Seminário Episcopal da Luz, no centro, está desfigurado. Hoje, alguns comerciantes dizem pagar cerca de R$ 3 mil de aluguel pelas lojas instaladas ali - locações ocorrem pelo menos desde meados do século passado.

No início do mês, a Prefeitura pediu à proprietária a demolição de construções irregulares e a apresentação de um projeto de revitalização para o imóvel, de 153 anos.

A Secretaria Municipal de Cultura diz que o assunto está sendo discutido com o Ministério Público Estadual (MPE) desde fevereiro. O prédio hoje mistura paredes de taipa de pilão - técnica originária de Portugal, que consiste na prensagem de barro entre madeira - com as feitas em blocos de cimento e tijolos baianos. O exterior, voltado para a rua, expõe pinturas de cores variadas e porcelanato. Nos fundos, mantém-se uma oficina de restauro de cadeiras de aço usadas nos comércios.

Um grupo de donos dos negócios, que alega não ser responsável pelo que a Prefeitura julga irregular, teme ter de arcar com o prejuízo. Dizem-se favoráveis ao restauro, desde que se mantenham as condições para continuarem no imóvel. A arquidiocese tem até o dia 11 para atender às solicitações municipais. Caso não o faça, a Subprefeitura da Sé será acionada para adotar as “medidas cabíveis”. A Prefeitura ressaltou, ainda, que o assunto deve ser analisado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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