explosão de uma loja de fogos de artifício em Santo André, no ABC paulista, ocorrida em setembro de 2009, confirma as suspeitas iniciais da Polícia Civil, de que o imóvel no número 222 da rua Américo Guazelli funcionaria como uma fábrica clandestina de produtos pirotécnicos." / explosão de uma loja de fogos de artifício em Santo André, no ABC paulista, ocorrida em setembro de 2009, confirma as suspeitas iniciais da Polícia Civil, de que o imóvel no número 222 da rua Américo Guazelli funcionaria como uma fábrica clandestina de produtos pirotécnicos." /

Loja em Santo André era fábrica de fogos, diz laudo

O laudo do Instituto de Criminalística (IC) sobre a http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/09/25/cinco+casas+sao+interditadas+apos+explosao+em+santo+andre+8646992.htmlexplosão de uma loja de fogos de artifício em Santo André, no ABC paulista, ocorrida em setembro de 2009, confirma as suspeitas iniciais da Polícia Civil, de que o imóvel no número 222 da rua Américo Guazelli funcionaria como uma fábrica clandestina de produtos pirotécnicos.

Agência Estado |

O IC concluiu que o acidente que deixou dois mortos e 12 feridos "se originou de pólvora branca em sua maior parte". A constatação de que o local produzia fogos de artifício, no entanto, é negada pelo proprietário do depósito, Sandro Luiz Castellani.

Apesar das diversas tentativas, os peritos não conseguiram definir a quantidade de pólvora branca que estaria estocada na loja de Castellani. O produto, de alto poder explosivo, é matéria-prima para a fabricação de fogos de artifício.

Como o local da explosão teve de ser revirado pelos bombeiros em busca de vítimas e eventuais sobreviventes sob os escombros, indícios importantes acabaram sendo perdidos, como a exata distância em que carros e blocos de concreto foram lançados. No fim do ano passado, o IC de Santo André chegou a encaminhar alguns dados ao Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar, para que fossem analisados por um programa de computador capaz de simular o espectro da explosão, mas os ensaios se mostraram imprecisos.



Local da explosão de uma loja de fogos de artifício em Santo André / AE


Resultados

A solução encontrada pelo IC foi colocar técnicos debruçados sobre os resultados obtidos com base em detonações controladas, feitas no Aterro Sanitário de Santo André. Os peritos realizaram dois testes: um com pólvora branca e outro com fogos de artifício.

Os ensaios com a pólvora branca mostraram-se reveladores para a investigação. O "esfumaçamento" verificado pelos peritos foi compatível com o que se vê nas gravações feitas por policiais de Santo André, minutos depois do acidente. "Isso deu condições de comparativos de imagens em que se pode comprovar a existência de quantidade significativamente alta desse produto antes da explosão", relata o laudo.

O texto prossegue com a explicação de que, ao contrário dos fogos de artifício, a explosão de recipientes contendo pólvora branca ocorre por "simpatia", ou seja, logo que um deles pega fogo, a energia desprendida provoca a ignição imediata dos que estão ao redor, em uma reação em cadeia.

Estopim

Embora não tenham como determinar a causa exata da explosão, os peritos consideraram plausível a explicação de Castellani ao traçar a provável dinâmica do acidente. Ao se aproximar da rede da AES Eletropaulo, diz o laudo, a antena teria conduzido energia elétrica, que percorreu parte do corpo do dono da loja de fogos.

O tempo seco e o solado de borracha do calçado teriam reduzido a intensidade da corrente, mas não o suficiente para isolá-la completamente. A corrente então desceu pelo cabo da antena, fazendo com que o aparelho receptor do sinal entrasse em curto-circuito. As chamas teriam alcançado as embalagens com pólvora branca, dando início às explosões.

Os peritos assinalam, porém, que a provável sequência dos fatos levou em conta apenas os "vestígios e evidências recolhidos" no local. E advertem: "Não há com isso a corroboração de sua versão (de Castellani), mesmo porque há várias outras formas de promoção de fonte de ignição naquelas referenciadas dependências". As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Leia mais sobre: fogos de artifício

    Leia tudo sobre: fogos de artifício

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG