BRASÍLIA - Três emendas idênticas foram suficientes para que as bolsas de valores garantissem a isenção da cobrança da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), proposta pelo governo na MP 413/2008 para compensar as perdas com o fim da CPMF. A elevação do tributo foi mantida para os bancos.

As emendas, acatadas pelo relator da matéria, deputado Odair Cunha (PT-MG), foram propostas pelos deputados Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) e Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE) e pelos senadores do DEM Marco Maciel (PE) e Kátia Abreu (TO). Veja quanto cada um recebeu do setor em sua campanha .

Dos quatro parlamentares, apenas Kátia Abreu não recebeu doações de campanha de instituições diretamente interessadas na aprovação das emendas, como a Bovespa, a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) e a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). 

Nas justificativas ¿ rigorosamente iguais, utilizadas para as emendas 64, 65 e 66 ¿, os parlamentares citam a Lei 8212/91 para argumentar que as bolsas são "apenas intermediários financeiros".

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