O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, reconheceu hoje que a possível retirada do caráter de urgência constitucional dos quatro projetos sobre o pré-sal que foram encaminhados esta semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso pode facilitar as conversas sobre o tema. Ele mostrou preocupação, porém, em relação ao término da discussão do assunto.

"O ano que vem é um ano eleitoral. Será que os parlamentares estarão aqui para votar o projeto?", questionou.

O ministro fez essas considerações em rápida entrevista coletiva que concedeu a jornalistas após participar de reunião aberta com a bancada do PMDB, na Câmara dos Deputados. Mais cedo, questionado por um parlamentar, ele procurou desvincular alguma relação entre o pedido de apreciação com urgência constitucional dos quatro projetos do governo no Congresso sobre o novo marco regulatório do setor petrolífero e a possível candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República no próximo ano.

"A candidatura da ministra Dilma, se houver, terá que ter seu caminho próprio e não ligado a interesses do povo brasileiro, como é o pré-sal", argumentou. Em seguida, Lobão relacionou uma série de qualidades da ministra. "Inteligência e competência técnica, que reconhecemos. A dedicação que aprendi a admirar nessa ministra... não terá nenhuma relação com o regime de urgência", garantiu.

Lobão disse ainda que ninguém questionou o fato de a urgência determinar que os projetos sejam examinados em 90 dias. "São 90 dias porque a Constituição estabelece. Se a legislação fosse por 120 dias, talvez o presidente tivesse feito isso", afirmou.

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