Lixo inglês deixa porto do Rio Grande rumo à Inglaterra

O navio MSC Oriane deixou nesta segunda-feira o porto do Rio Grande levando 40 contêineres com 740 toneladas de lixo de volta para a Inglaterra. A embarcação deveria zarpar no domingo, mas ficou retida por mais um dia no porto gaúcho por causa das rajadas de vento de até 70 quilômetros por hora e de ondas de até três metros de altura na saída do canal de acesso ao Oceano Atlântico.

Agência Estado |


O tempo melhorou ao amanhecer e permitiu a retomada das operações. Antes de seguir para o porto inglês de Felixstowe, o MSC Oriane fará escala em Santos na quarta-feira para recolher outros 41 contêineres com lixo inglês.

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O navio MSC Oriane deixou o Porto de Rio Grande, no sul do Estado, na manhã desta segunda-feira (3). O armador de bandeira panamenha tem como destino Felixstowe, na Inglaterra, para onde será repatriado o lixo importado que chegou ao Rio Grande do Sul nos últimos meses. Antes de chegar ao destino final, o navio faz escala amanhã no Porto de Santos (SP), onde será carregado com outro lote de contêineres contendo resíduos domiciliares e tóxicos. Ao total, a carga ultrapassa 1,6 mil toneladas de lixo
O navio MSC Oriane deixou o Porto de Rio Grande, no sul do Estado, na manhã desta segunda-feira.


A devolução será completada numa segunda operação. Outros oito contêineres, com 150 toneladas de lixo, serão transportados da Estação Aduaneira de Caxias do Sul para embarque no porto do Rio Grande, em data ainda não marcada.

A misteriosa remessa de lixo da Inglaterra para o Brasil foi descoberta em junho pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Federal e ainda não está esclarecida.


Lixo ilegal chegou ao Brasil em contêineres / AE

A importação foi feita pela Alphatec, de Bento Gonçalves, com auxílio de duas empresas de apoio ao comércio exterior. As três foram multadas pelo Ibama e estão preparando a defesa administrativa, na qual vão alegar que foram enganadas pelos vendedores porque a operação era de compra de aparas de plástico. A Agência Nacional Britânica Contra Crimes Ambientais, que investiga o caso na Inglaterra, vai receber e decidir qual o destino que dará à carga.

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