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Não basta ser músico, tem que falar..

. e muito. Desde 1967, este é o lema da revista Rolling Stone. A publicação americana sempre despiu as celebridades de diferentes áreas artísticas e mostrou suas facetas mais intrigantes. A revista já extraiu pérolas de nomes como Bono, Keith Richards, Axl Rose, George Lucas e Ozzy Osbourne. Em agosto (coincidindo com a Bienal do Livro), a editora Larousse lança no Brasil o livro no qual os autores Jann S. Wenner (fundador, editor e publisher da revista) e Joe Levy (editor-executivo da Rolling Stone) reuniram 40 das melhores entrevistas que a revista publicou em mais de quatro décadas de existência e produziram um volume imperdível para os fãs da cultura pop.

Nas mais de 400 páginas do livro, John Lennon revela a dor devastadora por trás da ruptura com os Beatles; Mick Jagger fala sobre a gênese das grandes canções dos Rolling Stones; Jack Nicholson discute o momento em que descobriu sua verdadeira mãe; Francis Ford Coppola fala sobre ter sucumbido à loucura de Apocalypse Now ; Bill Clinton comenta os altos e baixos de sua presidência; Bono explica a difícil relação com o pai. As entrevistas foram compiladas na sua totalidade, revelando todas as idiossincrasias de cada artista.

Tão bons quanto os entrevistados são os jornalistas que passaram pela redação da revista. Greil Marcus entrevista o cineasta Francis Ford Coppola, Beng Fong-Torres bate um papo de horas com Ray Charles, o cineasta Cameron Crowe empresta sua escrita às entrevistas com Neil Young e Joni Mitchell. Aliás, Crowe (de filmes como Jerry Maguire e Vanilla Sky ) contou um pouco da sua história na publicação no filme Quase Famosos (2000), em que retrata sua entrada na revista ainda adolescente. As informações são do Jornal da Tarde.