Livro relata as histórias de cidadania da Rádio Eldorado

Daria uma cena de cinema o momento em que um dos herdeiros de um grupo de mídia nacional chega de Nova York, onde passara algum tempo estudando música na Juilliard School, para recuperar uma empoeirada rádio da família. Contando apenas com equipamentos dos anos 50, ele tenta transformá-la numa das emissoras mais influentes do País.

Agência Estado |

E consegue. Não é filme, mas um dos capítulos do livro Eldorado - A Rádio Cidadã , que o jornalista João Lara Mesquita lança hoje, no Restaurante Dom Pedro, em São Paulo.

No livro, João Lara relata os fatos mais marcantes do período em que dirigiu a rádio, entre 1982 e 2003, uma maneira de reconhecer o trabalho dos funcionários que arregaçaram as mangas e estiveram ao seu lado nos momentos mais difíceis da reestruturação das emissoras AM (700 Khz) e FM (92,9 MHz) do Grupo Estado. "A idéia de escrever o livro surgiu lá na rádio quando soube que ia sair da direção. Achei que seria bom registrar aqueles momentos, pela singularidade da história", explica o autor. "Quis fazer uma homenagem aos funcionários que trabalharam comigo, apostaram na rádio. Eu achava que tinha um pouco de obrigação de resgatar essa história."

Entre os episódios mais memoráveis da história da Eldorado, João Lara dá detalhes sobre a aventura de relançamento da faixa FM, em julho de 1982. Ele destaca também a cobertura que fez do rali Paris-Dacar, em 1989 - "Pela primeira vez, um brasileiro havia conseguido chegar ao fim" -, o Prêmio Cara-de-Pau - uma campanha da rádio pela moralização da política, lançada em 1999 -, a mobilização pelo fim da obrigatoriedade de veiculação da Voz do Brasil e o apoio à difusão musical, com o Prêmio Eldorado de Música, criado em 1984.

Há destaque ainda para o papel da Eldorado na defesa do meio ambiente, como no caso da fundação do Núcleo União Pró-Tietê. O que começou como uma reportagem especial em 1988, acabou se tornando uma grande mobilização pela necessidade de despoluição do rio. "Passados estes anos, temos muito do que nos orgulhar. O Núcleo continua ativo, e muito ativo, até hoje. As duas primeiras etapas de obras foram encerradas com sucesso, e 2 bilhões de dólares foram investidos", anota o autor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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