Livro e exposição festejam 40 anos da TV Cultura

SÃO PAULO - Em 15 de junho de 1969, num dos momentos mais duros da ditadura e poucos meses após a promulgação do AI-5, entrava no ar a TV Cultura. Nestes quase 40 anos de história, a emissora passou por momentos difíceis (seu diretor de jornalismo, Vladimir Herzog, foi assassinado pelo regime militar em 1975), mas em outros virou referência de qualidade na televisão brasileira, especialmente por causa de seus programas infantis.

Redação |

O relato dessas quatro décadas está no livro "Uma História da TV Cultura", organizado por Jorge da Cunha Lima, colunista do Último Segundo e atual presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta, administradora da emissora.

O livro será lançado hoje, às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo. Além do lançamento, também será aberta uma exposição baseada no livro, também no Conjunto Nacional. Ambos contam a história da Cultura.

A elaboração do livro começou há cerca de dois anos. Segundo Cunha Lima, o título "uma história" foi escolhido porque foi quase impossível relatar o presente da emissora. "Foi fácil obter depoimentos sobre os tempos pretéritos; muito difícil, sobre os tempos presentes", afirmou.

O tempo presente da Cultura é delicado. Recentemente, a emissora foi criticada pelo secretário de Relações Institucionais de São Paulo, José Henrique Reis Lobo, por não se preocupar com a audiência. O governo estadual é responsável por quase 50% do orçamento da emissora.

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