A Fazenda Tarumã, na cidade de Santa Maria das Barreiras, no sul do Pará, que teve que indenizar 28 trabalhadores submetidos a trabalho degradante, não constava até ontem da relação do Ministério do Trabalho que lista as empresas envolvidas com trabalho infantil ou escravo. O grupo JBS, a quem a Fazenda Tarumã fornecia carne, informa que assinou em 2005 o Pacto Internacional de Erradicação do Trabalho Infantil e Escravo que afirma o compromisso de não adquirir gado de fazendas que realizam este tipo de conduta de trabalho.

"Para certificar-se de que não está efetuando compra de matéria-prima de fornecedores que praticam trabalho escravo ou infantil, a JBS consulta a lista do Ministério do Trabalho a cada realização comercial", afirmou sua assessoria de Imprensa.

Além disso, a JBS afirma que "dispõe de uma ferramenta interna, atualizada diariamente, que trava qualquer compra de fazendas que estejam na lista do Ministério do Trabalho como empresas que realizam trabalho infantil ou escravo e reafirma seu compromisso de combate sistemático a qualquer forma inaceitável de condições de trabalho escravo e infantil".

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