Lins é acusado de distribuir cargos em delegacias do Rio

Os delegados-adjuntos Rafael Menezes e Maurício Demétrio acusaram hoje formalmente na Corregedoria Geral Unificada o ex-chefe de Polícia Civil e deputado cassado, Álvaro Lins (PMDB), por distribuir cargos em delegacias do Rio em troca da conivência com o jogo ilegal em máquinas de caça-níqueis e da arrecadação de propina. O processo pode resultar na expulsão de Lins da polícia.

Agência Estado |

Ele não compareceu à audiência e sequer enviou advogado para acompanhar o processo.

"Isto é uma estratégia dele (Lins) para provocar a nulidade do processo. Estou certo de que não vai funcionar. Se ele não prestou para a Assembléia Legislativa, não vai conseguir ficar na Polícia Civil", disse o delegado Alexandre Neto, que compareceu à audiência representando o Sindicato dos Delegados.

De acordo com o delgado, Menezes, da 14ª Delegacia do Leblon, e Demétrio, da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, "apenas confirmaram o que acontecia e continua acontecendo no Rio" e não descartou a hipótese de que Lins continue controlando o esquema dentro da cadeia. "Basta chegar em uma esquina que vemos máquinas proibidas e jogo do bicho. Aliás, todos sabem a seriedade do nosso sistema penitenciário" , ironizou Neto.

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