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Lindemberg ficou chocado com morte de Eloá, diz defesa

TREMEMBÉ - Lindemberg Alves, que atirou na cabeça da ex-namorada Eloá Cristina Pimentel após mais de 100 horas de cativeiro, disse que ficou chocado com a morte da garota. A informação foi dada pelos advogados do jovem, Ana Lúcia Assad e Edson Pereira, que estiveram nesta quinta-feira na penitenciária José Augusto César Salgado, conhecida como Penitenciária 2 de Tremembé, no interior paulista, onde ele está preso desde segunda-feira.

Agência Estado |

"Ele ficou muito triste, muito emocionado, chocado com a morte de Eloá", disse Assad, com a voz embargada e de óculos escuros.

Os advogados ficaram quatro horas na penitenciária conversando com a direção do presídio e com Lindemberg, separadamente. "Ele está bem, está calmo, sereno, tranqüilo e aproveitou para mandar um recado para a mãe dele", afirmou. Lindemberg, de 22 anos, pediu à advogada para que ela diga à sua mãe, Maria de Lourdes: "Ele ama a senhora e a sua família".

Desde que chegou à penitenciária o jovem permanece isolado em uma cela pequena, faz refeições sem sair do local e não tem direito ao banho de sol, nem contato com nenhum outro preso.

Na penitenciária há 345 detentos, como juízes, funcionários públicos e ex-policiais militares. Lá também estão presos Alexandre Nardoni, suspeito pela morte da menina Isabella Nardoni; Marcos Valério, réu do caso mensalão; e os irmãos Cravinhos, condenados pelo assassinato dos pais de Suzane von Richthofen.

Lindemberg ainda vai passar, na próxima semana, por exames com um clínico geral e um psiquiatra. "Não queremos comentar nada disso", disse Assad. A mesma resposta foi dada pela advogada quando questionada sobre os tiros disparados.

O jovem é acusado de matar a ex-namorada e também deve responder por tentativa de homicídio. "Não podemos dizer mais nada, por favor", pediu a advogada, depois de cinco minutos de conversa com a imprensa.

Depoimento

A defesa de Lindemberg também está indignada por ter sido impedida de acompanhar o depoimento de Nayara, amiga de Eloá, em São Paulo. "Foi algo totalmente desagradável, que não deve se repetir jamais. Nós fomos impedidos de subir ao andar onde estava acontecendo a oitiva de Nayara. A defesa ficou indignada com essa postura, que acreditamos ser a ultima vez".

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